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23 março 2020
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Foto: BigstockPhoto

Mercado de eventos: produtores e DJs falam do impacto do novo coronavírus

Com diversas festas canceladas durante a crise do COVID-19, profissionais temem os efeitos do novo vírus na economia e afirmam que os prejuízos são incalculáveis no mercado de eventos
É indiscutível que a descoberta do novo coronavírus abalou as estruturas de toda a economia global. O setor do entretenimento foi diretamente afetado, a começar pelas festas. O cenário tem preocupado muitos DJs e produtores, como Guilherme Acrízio e Luciano Vianna. Guilherme é produtor da festa “Treta”, que hoje possui edições regulares em mais de 20 cidades. Incluindo as edições internacionais, em Nova York e Lisboa.
Nas edições semanais, a “Treta” recebe, em média, 400 pessoas, e nas especiais, já chegou a um público de 20 mil. Já Luciano é criador e DJ residente da Festa Ploc, maior evento de música pop retro do país, com cerca de 10 festas por mês na cidade do Rio. Além de eventos em todas as capitais. No momento atual, esses números representam um problema: aglomeração e risco.

Impacto econômico no mercado de eventos
Tanto para Guilherme quanto para Luciano, o impacto econômico do novo Coronavírus atinge 100% no mercado de entretenimento. Sendo assim, o prejuízo acompanha a mesma porcentagem, não somente pelo cancelamento das festas em si. “De maneira geral, o impacto começa pois dependemos em primeiro lugar de um público que busca diversão e para isso, precisa ter dinheiro, estar trabalhando e rendendo para poder gastar”, conta Acrizio.
Ambos afirmam também que independentemente desta questão, as festas seriam canceladas porque a saúde e bem-estar do público e equipe estão em primeiro lugar.

Seguindo a ramificação da crise, o problema passa então para os colaboradores. De acordo com Guilherme, “só entre os fixos, temos mais de 20 DJs, 4 fotógrafos, mais de 15 promoters. Cada lugar tem sua equipe montada, o que torna o número ainda maior”. Já Luciano ressalta que o número de desempregados será contado em centenas.
“São equipes inteiras, começando por nós, produtores, até os seguranças, bilheteria, faxineiros e entre outros, centenas de desempregados”. Somando ao cálculo as pessoas que dependem destes mesmos colaboradores, o prejuízo torna-se incalculável, fazendo da crise econômica quase um segundo vírus.

Prejuízo sem escalas
O carioca já recebe a fama de ser um povo festeiro e, por causa disso, de acordo com Luciano, a cidade do Rio de Janeiro será a mais afetada do Brasil pela crise do COVID-19.  “O Rio tem um terceiro setor (relativo a investimentos privados no desenvolvimento cultural) muito atuante. A cidade será a mais prejudicada do país, sem dúvidas”, afirma.

Mas pela primeira vez neste século, o problema está em escala global. Para Guilherme, o impacto tornou-se ainda maior por não limitar somente a festa no Brasil. “Se as edições de Nova York e até a de Lisboa pudessem continuar, ainda assim seriam tempos difíceis, mas seria fácil de lidar. Mas lá fora as coisas estão ainda piores, não tem para onde correr”.

Estratégia e futuro
Para Luciano, as estimativas para este ano não são positivas e o produtor diz que não vê uma solução prática a curto e médio prazo partindo da iniciativa privada. “Infelizmente não vejo uma saída que não passe por uma grande ajuda financeira do governo”. Além disso, faz uma drástica previsão para o ano todo.
“2020 está perdido. Será um ano para enterrar mortos e contabilizar prejuízos. As poucas empresas de produção que sobreviverem verão a situação tornar a melhorar no próximo ano”.

O entretenimento é sempre um segmento voltívolo. Novidades surgem a todo o momento e cair no esquecimento não está nos planos dos produtores da Treta Festa. Com 75 mil seguidores no Instagram e cerca de 50 mil no Facebook, a marca Treta está entre os perfis de festa mais seguidos do país, e é aí que mora a estratégia de Guilherme.

“As redes sociais se mantém, pois vão além de conteúdo de festa, mas trabalhamos com informativo e entretenimento de modo geral, o que mantém o público ativo, apesar de não pagar as contas. Minha alternativa nesse momento é justamente usar as plataformas de comunicação. Somos a única marca de festas do Brasil que ainda está com as redes sociais ativas e com vários tipos de conteúdo”, revela sobre como pretende manter a interação com o público.
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